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NOÇÕES GERAIS DA OXIGENOTERAPIA DOMICILIÁRIA

INTRODUÇÃO

OXIGENOTERAPIA DOMICILIÁRIA

A Oxigenoterapia é definida como a administração de oxigénio em concentrações superiores à do ar ambiente, com a intenção de tratar ou prevenir os sintomas e manifestações da hipoxemia/hipoxia. 

A hipoxemia crónica, moderada a grave, é considerada na presença de uma pressão arterial de oxigénio (PaO₂) < a 60 mmHg, quando avaliada em repouso, em ar ambiente e fase de estabilidade clínica. 

RESPOSTA FISIOPATOLÓGICA À HIPOXEMIA MODERADA A GRAVE PERSISTENTE
  • Aumento do trabalho respiratório (dispneia).
  • Aumento da pressão da artéria pulmonar (hipertensão pulmonar; cor pulmonale).
  • Aumento da concentração da hemoglobina/hematócrito (maior trabalho do miocárdio).

BENEFÍCIOS

Benefícios expectáveis, a longo prazo:

  • Redução da mortalidade.
  • Melhoria da hemodinâmica pulmonar e trabalho do miocárdio.
  • Melhoria da capacidade de exercício, performance neuropsicológica e qualidade do sono.
  • Redução das exacerbações e arritmias.

Os benefícios dependem da correção da hipoxemia.
Reconhece-se como adequada se PaO₂ ≥ a 60 mmHg ou saturação periférica de oxigénio (SpO₂) ≥ a 90% quando avaliada em contexto de exercício.

FUNDAMENTAÇÃO DA OXIGENOTERAPIA DOMICILIÁRIA

A fundamentação da oxigenoterapia domiciliária baseia-se nos critérios e resultados de dois trabalhos pioneiros, publicados no início da década de 80 (estudos NOTT e MRC):

 

  • Doentes com DPOC e Hipoxemia Moderada a Grave em repouso
    • Tiveram uma redução significativa da mortalidade quando o oxigénio foi utilizado por um período ≥ a 15 horas diárias vs. o não uso ou se apenas durante o período noturno.
  • Doentes com DPOC “Normoxémicos” em repouso
    • Evidenciam hipoxemia durante o sono e/ou na deambulação. Indicações adicionais de oxigenoterapia como a utilização, exclusivamente, noturna em doentes com DPOC e dessaturação noturna isolada ou na dessaturação induzida pelo exercício, emergiram da noção intuitiva de que, nestes contextos, a correção da hipoxemia poderia ser benéfica.
  • A utilização exclusiva de O₂ noturno não obteve, até agora, evidência de benefício clínico.
  • Nas situações de dessaturação significativa induzida pelo esforço, a literatura sugere, atualmente, ponderar a indicação avaliando caso a caso.

Em contexto clínico de outra patologia pulmonar ou não pulmonar crónica, a informação científica é inexistente ou escassa. No entanto, a generalidade das recomendações vão no sentido de utilizar os mesmos critérios indicados para a DPOC.

PRESCRIÇÃO

CONCEITO E CRITÉRIOS

A Oxigenoterapia domiciliária refere-se ao fornecimento de oxigénio para utilização no domicílio, podendo ser prescrita em diversos contextos:

  • Oxigenoterapia de longa duração (OLD)
  • Oxigenoterapia de deambulação (OD)
  • Oxigenoterapia de curta duração
  • Oxigenoterapia adjuvante da ventiloterapia
  • Oxigenoterapia paliativa
REQUISITOS

Para otimização da utilização da oxigenoterapia domiciliária e a obtenção de benefícios clínicos, são requisitos da maior importância adequar o equipamento ao contexto clínico e necessidades do doente, promover uma adequada educação do doente/cuidador sobre o tratamento e disponibilidade para a resolução de eventuais problemas.

As necessidades de oxigénio são diferentes durante o repouso, sono e deambulação/exercício.

A prescrição de oxigenoterapia domiciliária deverá incluir a fonte de O₂ (gasoso, líquido, concentrador), qual a interface (óculos/cânulas nasais ou máscara), o número de horas diárias de utilização e qual o débito em repouso, durante o sono e, quando indicado, na deambulação.

A oxigenoterapia domiciliária refere-se ao fornecimento de oxigénio para utilização no domicílio, podendo ser prescrita em diversos contextos:

  • Oxigenoterapia de longa duração (OLD)
  • Oxigenoterapia de deambulação (OD)
  • Oxigenoterapia de curta duração
  • Oxigenoterapia adjuvante da ventiloterapia
  • Oxigenoterapia paliativa
REQUISITOS

Para otimização da utilização da oxigenoterapia domiciliária e a obtenção de benefícios clínicos, são requisitos da maior importância adequar o equipamento ao contexto clínico e necessidades do doente, promover uma adequada educação do doente/cuidador sobre o tratamento e disponibilidade para a resolução de eventuais problemas.

As necessidades de oxigénio são diferentes durante o repouso, sono e deambulação/exercício.

A prescrição de oxigenoterapia domiciliária deverá incluir a fonte de O₂ (gasoso, líquido, concentrador), qual a interface (óculos/cânulas nasais ou máscara), o número de horas diárias de utilização e qual o débito em repouso, durante o sono e, quando indicado, na deambulação.

A oxigenoterapia domiciliária refere-se ao fornecimento de oxigénio para utilização no domicílio, podendo ser prescrita em diversos contextos:

  • Oxigenoterapia de longa duração (OLD)
  • Oxigenoterapia de deambulação (OD)
  • Oxigenoterapia de curta duração
  • Oxigenoterapia adjuvante da ventiloterapia
  • Oxigenoterapia paliativa
REQUISITOS

Para otimização da utilização da oxigenoterapia domiciliária e a obtenção de benefícios clínicos, são requisitos da maior importância adequar o equipamento ao contexto clínico e necessidades do doente, promover uma adequada educação do doente/cuidador sobre o tratamento e disponibilidade para a resolução de eventuais problemas.

As necessidades de oxigénio são diferentes durante o repouso, sono e deambulação/exercício.

A prescrição de oxigenoterapia domiciliária deverá incluir a fonte de O₂ (gasoso, líquido, concentrador), qual a interface (óculos/cânulas nasais ou máscara), o número de horas diárias de utilização e qual o débito em repouso, durante o sono e, quando indicado, na deambulação.

OXIGENOTERAPIA DE LONGA DURAÇÃO (OLD)

  • Oxigenoterapia de longa duração: Administração de oxigénio por períodos prolongados, > a 15–18h/dia incluindo o período noturno/sono. Em geral, a indicação será para o resto da vida.
INDICAÇÕES

No adulto, está indicada em doentes com insuficiência respiratória crónica, sem ou com hipercapnia, em fase de estabilidade clínica há, pelo menos, 3 meses e que sob terapêutica otimizada apresentem os seguintes valores de gasometria arterial realizada em repouso e ar ambiente:

  • PaO₂ ≤ 55 mmHg ou 56 a 60 mmHg quando na presença de cor pulmonale crónico ou hipertensão da artéria pulmonar e/ou poliglobulia (hematócrito > 55%).
A OLD NÃO ESTÁ INDICADA NAS SEGUINTES SITUAÇÕES
  • Para alívio da dispneia em doentes normoxémicos.
  • Doentes sem ventiloterapia e que apenas evidenciam dessaturação noturna.
  • Em regime de SOS (de forma intermitente/curtos períodos) ou sem avaliação, exceto no âmbito de cuidados paliativos em doentes terminais.

NOC de Oxigenoterapia da DGS nº18/2011 de 28/09/2011, atualizada a 11/09/2015

OXIGENOTERAPIA DE DEAMBULAÇÃO (OD)

  • Oxigenoterapia de deambulação: Administração de oxigénio durante a deambulação ou atividades da vida diária, em doentes que evidenciam SpO₂ < 90% na avaliação feita durante o exercício.
OBJETIVO
  • Doentes sob OLD – Aumentar o número de horas diárias sob oxigenoterapia e, ao mesmo tempo, incrementar a atividade física, admitindo-se um impacto positivo no estado funcional e na qualidade de vida.
  • Doentes sem critérios para OLD – Evitar a dessaturação no esforço.
INDICAÇÕES E CRITÉRIOS
  • Doentes com critérios para OLD.
  • Doentes sem critérios para OLD mas que durante o exercício (prova de marcha de 6 minutos – PM6M) evidenciam redução da SpO₂.
    — 
    SpO₂ < 88% ou uma redução de 4% em relação ao repouso para valores inferiores a 90% e que é corrigida pela administração de O₂.
A TER EM CONSIDERAÇÃO
  • A deambulação diária deve estar comprovada.
  • A correção da dessaturação com a administração de O₂ deve ser demonstrada.
  • Deve estar documentada a melhoria da capacidade de exercício/deambulação e da dispneia com a administração de O₂.
  • Os doentes devem estar com acompanhamento em programas de reabilitação respiratória.

OXIGENOTERAPIA DE CURTA DURAÇÃO

  • Oxigenoterapia de curta duração: Prescrição em doente sem indicação prévia para oxigenoterapia e considerado como não estando em fase estável (ex. persistência de hipoxemia moderada a grave à alta de um internamento). 
CRITÉRIOS
  • Desconhecem-se recomendações/guidelines específicas.
  • Admitida como uma opção prudente.
  • A prescrição, em geral, baseia-se nos critérios de OLD estabelecidos para os doentes com DPOC estável.

O(s) critério(s) para a sua manutenção deve(m) ser reavaliado(s) aos 3 meses. 

  • Um número significativo de doentes já não terá indicação quando avaliados 2–3 meses após alta.

“A oxigenoterapia de curta duração é prescrita de forma transitória, como nas agudizações de patologia crónica,…”

NOC de Oxigenoterapia da DGS nº18/2011 de 28/09/2011, atualizada a 11/09/2015

OXIGENOTERAPIA ADJUVANTE DE VENTILOTERAPIA E PALIATIVA

  • Oxigenoterapia Adjuvante de Ventiloterapia: Prescrita para utilização quando associada à ventiloterapia nas situações de Insuficiência Respiratória Crónica (mais comum em patologia restritiva) ou no tratamento por pressão positiva da Apneia do Sono. 
INDICAÇÕES
  • Indicada para doentes que mantêm hipoxemia residual, apesar da otimização da ventiloterapia/terapêutica por pressão positiva.
  • Oxigenoterapia Paliativa: Tem como objetivo o alívio da dispneia, mesmo sem evidência de hipoxemia e, assim, procurar proporcionar alguma melhoria da qualidade de vida em doente em fase terminal.
INDICAÇÕES
  • Pode ser administrada de forma contínua, período noturno ou em regime de SOS. 

NOC de Oxigenoterapia da DGS nº 18/2011 de 28/09/2011, atualizada a 11/09/2015

NOC de Ventiloterapia da DGS nº 22/2011 de 28/09/2011, atualizada a 11/09/2015

ADMINISTRAÇÃO DE OXIGÉNIO

INTERFACE
FASE E MODO DE ENTREGA DURANTE O CICLO RESPIRATÓRIO

INTERFACE

As interfaces utilizadas para a administração de oxigénio podem ser classificadas em dois tipos:

  • Baixo fluxo
  • Alto fluxo

BAIXO FLUXO

A mistura gasosa é fornecida com fluxo inferior às necessidades inspiratórias/ventilatórias do doente (o oxigénio administrado é diluído com o ar ambiente).

A fração inspirada de O₂ (FiO₂) é variável, dependendo do débito de O₂ prescrito, do padrão respiratório/fluxo inspiratório do doente, frequência respiratória e tipo específico de sistema.

Cânulas / Óculos nasais

Máscara facial simples

Máscara facial com saco reservatório e sistema anti-reinalação

Máscara para traqueostomia

Conector HME para traqueostomia com entrada de O₂

COMPONENTES
  • Sonda nasal
  • Cânulas/óculos nasais
  • Máscara facial simples
  • Máscara facial com saco reservatório e sistema anti-reinalação – Máscara de alta concentração de O₂
       —  As válvulas unidirecionais visam prevenir/reduzir a entrada de ar ambiente
  • Máscara para traqueostomia
  • Conector HME para traqueostomia com entrada para O₂
TER EM CONTA
  • O uso de óculos nasais com débitos de O₂ até 6 L/min, fornecem uma FiO₂ de ± 24 – 40%. Não é recomendado para débitos > 6 L/min.
  • O uso de máscara facial simples, com débitos de O₂ entre 5–10 L/min, fornecem uma FiO₂ de ± 35–50%. Não é recomendado para débitos < 5 L/min.
  • Na utilização de máscara facial com sistema anti-reinalação, o débito de O₂ mínimo deve ser de 10 L/min, podendo fornecer uma FiO₂ de 60–80% (quando bem ajustada).
    — De uso excecional em ambulatório e não permite humidificação.
  • À exceção dos doentes traqueostomizados, débitos de O₂ até 4 L/min não necessitam, em geral, de serem humidificados.

ALTO FLUXO

A mistura gasosa é fornecida (O₂ + ar ambiente) com um fluxo, em geral, superior a 30/40 L/min com o objetivo de exceder o fluxo inspiratório máximo (PIFR) do doente. A mistura gasosa assim obtida, permite disponibilizar uma FiO₂ estável (alta ou baixa).

Cânula nasal de alto fluxo

Máscara facial com sistema de Venturi

COMPONENTES
  • Alto fluxo por cânulas nasais / Oxigenoterapia nasal por alto fluxo High Flow Nasal Cannula (HFNC) / High Flow Nasal O₂ (HFNO): 
    • Permite uma FiO₂ de 21% a 100% mas, por agora, o seu uso tem estado limitado, quase que exclusivamente, a ambiente hospitalar.
    • Os elevados fluxos obrigam à utilização de equipamentos específicos, incluindo humidificação e aquecimento da mistura.
  • Máscara facial com sistema Venturi
    • Permite, com rigor, assegurar uma FiO₂ entre 24–60%.
    • Em ambulatório estão, sobretudo, indicadas no ajuste da FiO₂ a doentes com resposta hipercápnica significativa com um sistema de baixo débito.
    • Usam o princípio da mistura de jato (jet mixing – Efeito de Bernoulli):
      Com a entrada do O₂ através de um orifício estreito, é produzida uma corrente de alta velocidade (stream) que leva à entrada de um fluxo constante de ar ambiente através da base da válvula.
    • A entrada de ar depende da velocidade do jato (tamanho do orifício e do débito de oxigénio) e das dimensões das entradas laterais da válvula.
    • Para assegurar um fluxo adequado e a FiO₂ pretendida, o valor do débito de O₂ deverá ser respeitado como indicado no sistema de Venturi.

PIFR (Peak Inspiratory Flow Rate) medido em L/min, corresponde ao fluxo de ar mais elevado que se verifica na fase inicial da inspiração.

FASE E MODO DE ENTREGA

O objetivo da oxigenoterapia é fornecer a quantidade necessária de O₂ às unidades de troca gasosa (alvéolos pulmonares), do modo mais eficiente possível e de forma a manter a oxigenação em todos os níveis de atividade.

O débito de O₂ pode ser administrado de forma contínua – durante a inspiração e a expiração – ou de forma intermitente – apenas durante a inspiração.

EFICIÊNCIA DA ENTREGA

A administração por fluxo contínuo é menos eficiente, já que uma percentagem do oxigénio entregue é desperdiçado durante a fase expiratória.

De forma a maximizar a eficiência da entrega, esta deve ser feita durante a inspiração e, sobretudo, durante a fase inicial, já que na parte final irá ser preenchido espaço morto.

No fluxo intermitente por demanda, para que a entrega do bólus de oxigénio seja feita durante a fase inspiratória de forma eficaz, é necessário ter-se em conta a capacidade inspiratória e a frequência respiratória do doente.

Fig. 1 – Entrega de Oxigénio em fluxo contínuo

Gráfico exemplificativo

Fig. 2 – Entrega de Oxigénio em fluxo pulsado

Gráfico exemplificativo

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Fluxo Contínuo de O₂

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Fluxo Pulsado de O₂

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Fluxo do Doente

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Espaço Morto Anatómico

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Volume Alveolar

De entre os equipamentos que disponibilizam o fluxo pulsado/demanda, os de uso mais comum são dispositivos que fornecem um bólus de oxigénio (pulso), apenas durante a fase inicial da inspiração. 

  • O sistema consiste num sensor de pressão inspiratória e válvula interposta entre a fonte de oxigénio e a cânula/óculos nasais.
  • Detetam o início da inspiração, através da cânula, disponibilizando um bólus de oxigénio.

Equipamentos diferentes, conforme a marca e modelo, exibem características de desempenho variáveis, que incluem a sensibilidade e tempo de resposta do trigger (time delay), o volume de bólus em cada setting e a sua variação ou estabilidade com o aumento da frequência respiratória.

  • Não é recomendada a utilização durante o sono ou na oxigenoterapia adjuvante de VNI.
  • Não devem ser usados com humidificador.

A demonstração da eficácia clínica durante o repouso e na deambulação deve ser comprovada com o equipamento escolhido para cada doente em concreto.

Não existe uma relação direta entre os diferentes settings, nos equipamentos em modo pulsado e a dosagem em litros por minuto quando avaliada em fluxo contínuo.

AFERIÇÃO DE OXIGÉNIO

SUGESTÃO DE PROTOCOLO NA OLD E NA DEAMBULAÇÃO *

Em doentes clinicamente estáveis, a prescrição “ideal” de O₂ deve contemplar os débitos mínimos necessários, para obter uma oxigenação adequada, conforme os níveis de atividade ao longo do dia: repouso, sono e, quando indicada, na deambulação.

Os procedimentos para titulação, particularmente na deambulação/esforço, não estão estandardizados.

OBJETIVOS
  • PaO₂ ≥ 60 mmHg em repouso 
  • Durante o sono e esforço SpO₂ ≥ 90%
  • Sem repercussão significativa em termos de hipercapnia

* Esta sugestão de protocolo foi construída com base em alguma literatura que se encontra referida na bibliografia consultada. Não se deve sobrepor à ponderação individual de cada caso, e deve ter em consideração as condições logísticas disponíveis. 

Nota: Não foi possível encontrar na literatura qual o teste de stress mais adequado, com que equipamento iniciar, qual o débito/setting inicial e como o incrementar ao longo da aferição e se devem ser feitas avaliações seriadas vs. aferição em prova única.

AFERIÇÃO

AFERIÇÃO EM REPOUSO
  • O doente deve estar sentado de forma confortável e sem O₂ suplementar.
  • Após 20 minutos (aproximadamente) avaliar a gasometria arterial (pH, PaO₂, PaCO₂ e SaO₂) e em simultâneo monitorizar a saturação periférica de O₂ (SpO₂).
  • Iniciar com O₂ a 1 L/min em débito contínuo, com incrementos graduais de 1 L/min, se necessário, até se obter uma PaO₂ ≥ 60 mmHg.
    — A avaliação do(s) resultado(s), idealmente, deverá ser feita com gasometria a cada titulação, nomeadamente nos doentes com hipercapnia basal.
    — A monitorização da oximetria de pulso, até se obter uma SpO₂ > 90% consistente, poderá evitar/reduzir o número de gasometrias nos incrementos intermédios de débitos, em doentes não hipercápnicos.
  • Nos doentes clinicamente estáveis e que em duas titulações seriadas desenvolvam acidemia respiratória e/ou um aumento da PaCO₂ ≥ a 7,5 mmHg, a instituição da oxigenoterapia deve ser ponderada em conjunto com VNI.
AFERIÇÃO NO SONO/NOTURNO
  • Iniciar com o mesmo débito que permitiu a correção da hipoxemia de repouso.
    — Admissível em doentes sem hipercapnia basal, iniciar com um débito superior em 1 L/min em relação ao do repouso.

  • Avaliar a adequada oxigenação através do registo de oximetria de pulso, durante o período de sono, ajustando os débitos conforme necessário.

AFERIÇÃO NA DEAMBULAÇÃO/ESFORÇO

A prova de marcha de 6 min (PM6M), em corredor de 30 m ou, em alternativa 10 m conforme a disponibilidade, é o teste de stress mais comumente utilizado, para comprovar a dessaturação no esforço e escolher o equipamento mais adequado, débito de O₂ ou setting que permita a sua correção.

  • Conceito de dessaturação no esforço: SpO₂ < 88% ou diminuição ≥ 4% para valores abaixo de 90% em relação ao repouso.
  • Iniciar a PM6M sem O₂ suplementar com o objetivo de comprovar a existência e gravidade da dessaturação.
    — Documentar a duração e valor mais baixo da saturação, a distância percorrida e a intensidade da dispneia (ex: Escala de Borg modificada).
  • Após o período de repouso e estabilização (recomendado 20 a 30 min) repetir a PM6M, preferencialmente, com recurso a O₂ líquido em débito contínuo. Em doentes sob OLD iniciar com 1L/min acima do débito de repouso.

Sugestão empírica para incrementos de débito conforme intervalos da SpO₂:

  • SpO₂ entre 86–90% aumentar 1 L/min; SpO₂ entre 81–85% aumentar 2 L/min; SpO₂ ≤ 80% aumentar 3 L/min.
  • Em doentes sem indicação de OLD, considerar estes intervalos de SpO₂ e débitos ao iniciar uma aferição.

Admissível considerar iniciar a aferição na deambulação com um concentrador portátil, sobretudo em modo pulsado, em doentes com SpO₂ > 80%, bem como testar naqueles em que a dessaturação no esforço foi revertida com débitos de O₂ contínuos ≤ a 3 L/min.

  • Os incrementos de débitos para eventuais aferições subsequentes, poderão ter em consideração os níveis de correção da SpO₂ (hipocorreção vs. hipercorreção) obtidos na PM6M prévia.
  • Por regra, não devem ser feitas mais do que duas PM6M por sessão.
  • Na avaliação do benefício deve ter-se em consideração, para além da correção da SpO₂, a melhoria da dispneia e distância percorrida.
  • Sempre que seja considerada a prescrição de O₂ em débito pulsado (líquido ou concentrador portátil), as aferições têm que ser feitas com o modelo de equipamento que o doente irá levar para o domicílio.

Notas para Aferição na Deambulação/Esforço: 

• Em doentes com défices cognitivos, visuais, coordenação e sem apoio para manipulação de diferentes débitos, pode estar indicado manter apenas o débito que corrige a hipoxemia de repouso. 

• A reavaliação dos débitos deve ser periódica (em geral anual), ou sempre que exista alteração significativa da condição clínica.

Esquema adaptado de BTS Hardinge M, et al. Thorax 2015;70:i1–i43. doi.org/10.1136/thoraxjnl-2015-206865

FONTES DE OXIGÉNIO NA OXIGENOTERAPIA DOMICILIÁRIA

NOTAS GERAIS

Os dispositivos destinados à oxigenoterapia domiciliária devem ser os adequados para suprir as necessidades do doente tendo em consideração os débitos indicados e a sua condição física/nível de atividade diária, o que poderá incluir a indicação de oxigenoterapia de deambulação.

Dever-se-á ter em conta as condições habitacionais e sociais do doente, assim como as características pessoais, nomeadamente a capacidade cognitiva e de manuseio dos dispositivos.

FONTES DISPONÍVEIS
  • Concentradores de Oxigénio:
    • Concentrador estacionário (convencional) 
    • Concentrador portátil para deambulação (POC – Portable Oxygen Concentrator) 
  • Sistema de Oxigénio Líquido (LOX – Liquid Oxygen): 
    • Reservatório estacionário com unidade portátil (deambulador) 
  • Cilindros de Oxigénio Gasoso

CONCENTRADORES DE OXIGÉNIO

Os concentradores de oxigénio, classificados como dispositivos médicos, permitem a produção permanente de oxigénio a partir do ar ambiente, desde que se disponha de uma fonte elétrica (fixa ou bateria) e operem dentro das especificações inerentes aos diferentes modelos de equipamento (estacionários ou portáteis).

A produção de O₂ é feita através da passagem do ar ambiente por colunas de silicato de alumínio sintético/zeolite cerâmica (crivo molecular) e por meio da adsorção por oscilação de pressão são separadas as moléculas de nitrogénio e vapor de água das de oxigénio.

CONCENTRADORES ESTACIONÁRIOS (CONCENTRADOR CONVENCIONAL)
  • São hoje considerados como fonte de eleição para a oxigenoterapia domiciliária, desde que os débitos disponíveis sejam os adequados às necessidades de cada doente. 
  • O fornecimento de O₂ é feito de forma contínua, com débito até 5 L/min e com um nível de pureza de cerca de 90% ± 5%, podendo variar de acordo com o débito e o equipamento.

Nota: Um cilindro de oxigénio gasoso de reserva deverá ser disponibilizado para garantir a administração de oxigénio ao débito prescrito por 24H, em caso de avaria do equipamento ou falha de energia elétrica. 

Débitos possíveis do concentrador convencional: 0,5 L/min a 5* L/min

Imagem exemplificativa de um concentrador convencional de oxigénio.

* Alguns concentradores convencionais permitem entrega de O₂ até 10 L/min – equipamentos não contemplados no Caderno de Encargos do Concurso 2017/100, em vigor no momento da publicação deste guia, para a prestação de Cuidados Respiratórios Domiciliários para novas colocações em doentes SNS.

Notas:
– O design e acessórios apresentados são exemplificativos variando em função da instalação e do modelo. Cabe ao pessoal técnico da empresa de CRD selecionada, perante a prescrição médica, proceder à devida adaptação de cada instalação e diferentes componentes, no domicílio do doente.

O uso do cilindro não dispensa a leitura do folheto informativo do medicamento. O uso dos dispositivos médicos não dispensa a consulta do manual de utilização correspondente.

CONCENTRADORES PORTÁTEIS

São igualmente dispositivos médicos e baseiam-se na mesma forma de funcionamento mas, ao contrário dos concentradores estacionários, os concentradores portáteis (POC) destinam-se, quase que exclusivamente, à utilização na deambulação.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS
  • Por terem limites na capacidade de produção de oxigénio e possuírem algoritmos de dosagens diferentes entre equipamentos, a possibilidade de obter uma adequada oxigenação do doente está condicionada ao modelo.
  • A pureza de oxigénio, é semelhante à dos concentradores convencionais mas admite-se uma concentração mínima de 90% +/- 3% em todas configurações, possuindo sensores de O₂ que alarmam, de forma visual e sonora, quando se verifica uma queda da pureza abaixo do nível inferior.
  • Alguns concentradores portáteis permitem a administração de O₂ em modo contínuo com débito máximo limitado a 2* L/min. 
  • Mesmo os equipamentos que permitem fluxo contínuo têm a possibilidade de escolha de fluxo intermitente. 
  • De um modo geral, a forma de entrega de O₂ é por fluxo intermitente (bólus durante a fase inicial da inspiração) estando condicionada à capacidade de estímulo inspiratório. 
  • O volume do bólus é variável conforme o fabricante, modelo e, ainda, de acordo com o setting selecionado. 
  • Por estes equipamentos estarem limitados na produção máxima de O₂ por minuto verifica-se que, na maior parte dos modelos, com um aumento da frequência respiratória, o volume do bólus administrado irá diminuir. 
  • Torna-se obrigatório que em cada caso seja, especificamente, testado o equipamento que se pondera prescrever.

* POC com débito contínuo até 3 L/min são equipamentos não contemplados no Caderno de Encargos do Concurso 2017/100, em vigor no momento da publicação deste guia, para a prestação de Cuidados Respiratórios Domiciliários para novas colocações em doentes SNS.

Nota: Quando prescrita uma fonte de deambulação em modo pulsado, esta deverá vir acompanhada de um documento onde conste qual o equipamento, modelo e setting pretendido.

SISTEMAS DE OXIGÉNIO LÍQUIDO

O Oxigénio em estado líquido, classificado como medicamento, é armazenado e disponibilizado através de um reservatório estacionário e uma unidade portátil (deambulador) específico de cada conjunto, conforme marca e modelo.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS
  • Com uma pureza de 99,5%, está armazenado no reservatório em estado líquido a -185ºC, sendo que 1 L de O₂ líquido corresponde a ≈ 850 L de O₂ gasoso.
  • O reservatório estacionário, quando atinge o nível mínimo de capacidade, necessita de substituição permanente.
  • A unidade portátil pode ser recarregada de forma rápida pelo doente a partir da fonte estacionária, controlando a frequência de recarga conforme as suas necessidades. Esta unidade móvel permite a utilização em deslocações, aumentando a mobilidade do doente.
  • Apesar dos reservatórios estarem projetados para impedir a transferência de calor e manter o O₂ em estado líquido (criogénico), existe sempre passagem de oxigénio do estado líquido para o gasoso (evaporação), sobretudo quando não estão em uso.
  • De modo a evitar o aumento da pressão causada pela evaporação, o reservatório contém um sistema de alívio de pressão (válvula) que liberta o gás conforme aquela vai ocorrendo.
  • As taxas de evaporação variam de acordo com a marca e modelo do reservatório.
  • Devido a esta evaporação, mesmo num reservatório ou deambulador que não esteja em uso, todo o oxigénio poderá eventualmente esgotar-se ao final de uns dias.
  • As condições do local de instalação/utilização destes reservatórios devem assegurar uma ventilação e renovação do ar adequadas na divisão.
  • A capacidade de O₂ disponível no reservatório estacionário e no deambulador pode ser controlada através de um indicador de nível.

Débitos possíveis do reservatório estacionário: 0,25 L/min a 15 L/min

Imagem exemplificativa de um reservatório estacionário de oxigénio líquido. 

Notas:
– O design e acessórios apresentados são exemplificativos variando em função da instalação e do modelo. Cabe ao pessoal técnico da empresa de CRD selecionada, perante a prescrição médica, proceder à devida adaptação de cada instalação e diferentes componentes, no domicílio do doente.

O uso do reservatório não dispensa a leitura do folheto informativo do medicamento. O uso dos dispositivos médicos não dispensa a consulta do manual de utilização correspondente.

CILINDROS DE OXIGÉNIO GASOSO

O Oxigénio armazenado em cilindros, classificado como um medicamento, encontra-se sob a forma gasosa (pureza de 99,5%) e comprimido a uma pressão de cerca de 200 bar (quando cheio).

INFORMAÇÕES ADICIONAIS
  • Torna-se necessário acoplar um manoredutor (regulador de pressão) para reduzir a pressão de O₂ existente no cilindro até ao nível de poder ser administrada. O manoredutor permite, igualmente, saber qual o volume de O₂ ainda existente no cilindro quando em uso e tem a função de debitómetro (seleção do débito em L/min).
  • Capacidade de O₂ limitada à dimensão do cilindro.
  • Sendo os cilindros completamente estanques, não existe perda de oxigénio, mesmo em situações de uma não utilização.
  • Fonte de eleição como alternativa (backup) em caso de falha de outra fonte – líquido ou concentrador fixo.
  • Como unidade estacionária, é disponibilizado em cilindros de grande dimensão/capacidade (B20 e B30).
  • Cilindros de menor dimensão/capacidade e mais leves (B3 ou B5), podem ser recomendados para doentes sem deambulação regular, mas que necessitam de fazer deslocações esporádicas (ex. consultas), podendo ser associados a uma fonte estacionária de O₂ gasoso ou concentrador fixo. 
  • Estes cilindros de oxigénio não devem ser considerados como fonte de deambulação. 
  • Apesar de poderem ser transportados com recurso a um carrinho de rodas, devido ao seu peso, dificuldade em manobrar e pouca capacidade de autonomia, torna-se pouco prática a sua utilização para deambulação.

Nota: Conforme Caderno de Encargos de Concurso Público, CP 2017/100, em vigor no momento da publicação deste guia, para a prestação de serviços de Cuidados Respiratórios Domiciliários, a disponibilização destes cilindros de menor dimensão está limitada a um máximo de 2/mês. Em situações que se verifique um aumento significativo das necessidades, o doente deve ser reavaliado para considerar a eventual prescrição de uma fonte de deambulação (O2 líquido ou POC).

CÁLCULO DO VOLUME DE O2 EXISTENTE NUM CILINDRO/AUTONOMIA EM HORAS

Cálculo: V= C x P

V= litros de O₂
C= capacidade do cilindro, em litros de água
P= pressão O₂ no interior do cilindro (manoredutor)

 

 

Exemplo: Se tiver um cilindro B5 (o 5 indica a capacidade em litros de água), o manómetro a indicar uma pressão 150 bar e o doente fizer um débito de 2 L/min (consumo 120 L/h):

V = 5 x 150 = 750 L → O₂ existente no cilindro
Autonomia = 750 L /120 L/h ≈ 6 h

Nota: A fórmula de cálculo permite obter uma previsão de autonomia, se as condições do cilindro, do redutor/debitómetro e das conexões e interfaces estiverem asseguradas face às condições previstas de utilização. O cilindro não deve ser utilizado se a sua pressão for inferior a 10 bar. (Fonte: RCM Oxigénio Medicinal Air Liquide Medicinal, 100%, Gás medicinal comprimido).

Débitos possíveis: 0,25 L/min a 15 L/min 

Imagem exemplificativa de um cilindro de oxigénio gasoso.

Notas:
– As possibilidades de seleção de débitos podem variar conforme o manoredutor colocado.
O design e acessórios apresentados são exemplificativos variando em função da instalação e do modelo. Cabe ao pessoal técnico da empresa de CRD selecionada, perante a prescrição médica, proceder à devida adaptação de cada instalação e diferentes componentes, no domicílio do doente.

O uso do cilindro não dispensa a leitura do folheto informativo do medicamento. O uso dos dispositivos médicos não dispensa a consulta do manual de utilização correspondente.

EQUIPAMENTOS DE DEAMBULAÇÃO

CARACTERÍSTICAS GERAIS

EQUIPAMENTOS DE DEAMBULAÇÃO

Na escolha da fonte de deambulação deve ter-se em conta:

  • Débito necessário para corrigir a dessaturação.
  • Tolerância ao fluxo pulsado vs. fluxo contínuo:
    • FR e capacidade inspiratória do doente vs. débito O₂ necessário para corrigir a dessaturação.
  • Mobilidade do doente e a sua ocupação:
    • Vida profissional, hobbies, necessidade de deslocações a consultas, participação na vida familiar e social, etc.
  • Facilidade do doente e os seus familiares/cuidadores em utilizar/manusear e transportar o equipamento.
  • Condições habitacionais:
    • Barreiras arquitetónicas, espaço disponível, fonte elétrica, etc.
    • Condições de segurança observados no domicílio.
  • Patologia de base e a sua evolução e comorbilidades:
    • Possível necessidade de aumento de débitos com a evolução da doença.

CONCENTRADORES PORTÁTEIS DE OXIGÉNIO

CARACTERÍSTICAS GERAIS

* Capacidade máxima de produção de O₂ (ml/min) no modo pulsado.

Notas:
– A autonomia pode ser otimizada com recurso à entrega de baterias extra, assim como em meios alternativos de conexão elétrica (ex: cabo de isqueiro automóvel)
– Quando prescrita uma fonte de deambulação em modo pulsado, esta deverá vir acompanhada de um documento onde conste qual o equipamento. modelo e setting pretendido.

Inogen One G3®

Peso (com 1 bateria) | 2,2 Kg
Fluxo Contínuo (L/min) | Não aplicável
Fluxo Pulsado (Settings) | 5 Settings
Bólus de O2 (ml) se FR ±20 cpm | 11 a 53
Saída máx. de vol de O2 ml/min* (Setting min vs. máx) | 210 a 1050
Volume de Bólus por Setting (variável vs. constante) | Redução com o aumento da FR
Autonomia em fluxo Contínuo (horas:min) | Não aplicável
Autonomia em fluxo Pulsado (horas:min) | 4:30 a 1:42

Platinum Mobile®

Peso (com 1 bateria) | 2,2 Kg
Fluxo Contínuo (L/min) | Não aplicável
Fluxo Pulsado (Settings) | Settings
Bólus de O2 (ml) se FR ±20 cpm | 11 a 44
Saída máx. de vol de O2 ml/min* (Setting min vs. máx) | 220 a 880
Volume de Bólus por Setting (variável vs. constante) | Redução com o aumento da FR
Autonomia em fluxo Contínuo (horas:min) | Não aplicável
Autonomia em fluxo Pulsado (horas:min) | 10:10 a 3:30 (2 baterias)

SimplyGo Mini®

Peso (com 1 bateria) | 2,3 K
Fluxo Contínuo (L/min) | Não aplicável
Fluxo Pulsado (Settings) | 5 Settings
Bólus de O2 (ml) se FR ±20 cpm | 11 a 50
Saída máx. de vol de O2 ml/min* (Setting min vs. máx) | 220 a 1000
Volume de Bólus por Setting (variável vs. constante) | Redução com o aumento da FR
Autonomia em fluxo Contínuo (horas:min) | Não aplicável
Autonomia em fluxo Pulsado (horas:min) | 6:00 a 2:00

Inogen One G2®

Peso (com 1 bateria) | 3,2 Kg
Fluxo Contínuo (L/min) | Não aplicável
Fluxo Pulsado (Settings) | 6 Settings
Bólus de O2 (ml) se FR ±20 cpm | 11 a 63
Saída máx. de vol de O2 ml/min* (Setting min vs. máx) | 210 a 1260
Volume de Bólus por Setting (variável vs. constante) | Redução com o aumento da FR
Autonomia em fluxo Pulsado (horas:min) | 5:00 a 1:30

SimplyGo®

Peso (com 1 bateria) | 4,5 Kg
Fluxo Contínuo | 0,5 – 2 L/min
Fluxo Pulsado (Settings) | 6 Settings
Bólus de O2 (ml) se FR ±20 cpm | 12 a 72
Saída máx. de vol de O2 ml/min* (Setting min vs. máx) | 2000
Volume de Bólus por Setting (variável vs. constante) | Constante até +/- 40 cpm
Autonomia em fluxo Contínuo (horas:min) | 3:06 a 0:42
Autonomia em fluxo Pulsado (horas:min) | 3:42 a 1:54

Zen-O™

Peso (com 1 bateria) | 4,7 Kg
Fluxo Contínuo | 0,5 – 2 L/min
Fluxo Pulsado (Settings) | 6 Settings
Bólus de O2 (ml) se FR ±20 cpm | 11 a 66
Saída máx. de vol de O2 ml/min* (Setting min vs. máx) | 2000
Volume de Bólus por Setting (variável vs. constante) | Constante até +/- 40 cpm
Autonomia em fluxo Contínuo (horas:min) | 6:00 a 1:30 (2 baterias)
Autonomia em fluxo Pulsado (horas:min) | 8:00 a 3:30 (2 baterias)

* Capacidade máxima de produção de O₂ (ml/min) no modo pulsado.

Notas:
– A autonomia pode ser otimizada com recurso à entrega de baterias extra, assim como em meios alternativos de conexão elétrica (ex: cabo de isqueiro automóvel)
– Quando prescrita uma fonte de deambulação em modo pulsado, esta deverá vir acompanhada de um documento onde conste qual o equipamento. modelo e setting pretendido.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS CONCENTRADORES PORTÁTEIS DE OXIGÉNIO

Inogen Rove 6 – Inogen®

Inogen Rove 6 – Inogen®

Home | Guia Oxigénio | Concentrador Portátil de Oxigénio | Inogen One G3 - Inogen®← voltar2,2 Kg sem bolsa de transporte Não aplicável Quando o equipamento deteta o início da inspiração, é enviado um volume pulsado de oxigénio de acordo com o setting programado por...

Inogen One G5 – Inogen®

Inogen One G5 – Inogen®

Home | Guia Oxigénio | Concentrador Portátil de Oxigénio | Inogen One G3 - Inogen®← voltar2,2 Kg sem bolsa de transporte Não aplicável Quando o equipamento deteta o início da inspiração, é enviado um volume pulsado de oxigénio de acordo com o setting programado por...

Inogen One G3 – Inogen®

Inogen One G3 – Inogen®

Home | Guia Oxigénio | Concentrador Portátil de Oxigénio | Inogen One G3 - Inogen®← voltar2,19 Kg sem bolsa de transporte Não aplicável Quando o equipamento deteta o início da inspiração, é enviado um volume pulsado de oxigénio de acordo com o setting programado por...

Platinum Mobile – Invacare®

Platinum Mobile – Invacare®

Home | Guia Oxigénio | Concentrador Portátil de Oxigénio | Platinum Mobile - Invacare®← voltar2,22 Kg sem bolsa de transporte e com 1 bateriaQuando o equipamento deteta o início da inspiração, é enviado um volume pulsado de oxigénio de acordo com o setting programado...

Zen-O – GCE®

Zen-O – GCE®

Home | Guia Oxigénio | Concentrador Portátil de Oxigénio | Zen-O - GCE®← voltar4,66 Kg sem bolsa de transporte e carrinho de transporteNo modo de operação de fluxo contínuo, é fornecido um volume constante de oxigénio, baseado no débito ajustado em litros por minuto...

DEAMBULADORES DE OXIGÉNIO LÍQUIDO

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Para o cálculo das autonomias foi utilizada a tabela da Caire (http://files.caireinc.com/CutSheets-Lit/ML-LOX0007.pdf) com exceção dos modelos Freelox onde foi utilizado o manual de fabricante.

* Sem informação do fabricante

Nota:
– Quando prescrita uma fonte de deambulação em modo pulsado, esta deverá vir acompanhada de um documento onde conste qual o equipamento, modelo e setting.

HELiOS™ Plus H300

Peso (cheio e sem acessórios) | 1,6 Kg
Capacidade máx. (L) (L-Liq; G-Gas.) | L – 0,38 | G – 308
Fluxo Pulsado (Nº de Settings) | 7
Bólus de O2 (ml) (intervalo) | 9 a 15
Fluxo Contínuo (L/min) | 0,12 – 0,75
Autonomia Contínuo (horas:min) | 21:54 a 7:36
Autonomia Pulsado (horas:min) | 18:24 a 4:36

Spirit™ 300
Peso (cheio e sem acessórios) | 1,9 Kg
Capacidade máx. (L) (L-Liq; G-Gas.) | L – 0,33 | G – 275
Fluxo Pulsado (Nº de Settings) | 6
Bólus de O2 (ml) (intervalo) | ≈ 12 a ≈ 67
Fluxo Contínuo (L/min) | CF = 2
Autonomia Contínuo (horas:min) | 2:24
Autonomia Pulsado (horas:min) | 15:06 a 3:12
HELIOS™ Marathon H850
Peso (cheio e sem acessórios) | 2,5 Kg
Capacidade máx. (L) (L-Liq; G-Gas.) | L – 0,84 | G – 685
Fluxo Pulsado (Nº de Settings) | 5
Bólus de O2 (ml) (intervalo) | 9 a 15
Fluxo Contínuo (L/min) | 1 – 6
Autonomia Contínuo (horas:min) | 12:06 a 2:00
Autonomia Pulsado (horas:min) | 29:18 a 11:00
Freelox 0,5

Peso (cheio e sem acessórios) | 2,3 Kg
Capacidade máx. (L) (L-Liq; G-Gas.) | L – 0,5 | G – *
Fluxo Pulsado (Nº de Settings) | Não aplicável
Bólus de O2 (ml) (intervalo) | Não aplicável
Fluxo Contínuo (L/min) | 0,25 – 7
Autonomia Contínuo (horas:min) | 14:00 a 0:35
Autonomia Pulsado (horas:min) | Não aplicável

Freelox 1,2

Peso (cheio e sem acessórios) | 3,6 Kg
Capacidade máx. (L) (L-Liq; G-Gas.) | L – 1,2 | G – *
Fluxo Pulsado (Nº de Settings) | Não aplicável
Bólus de O2 (ml) (intervalo) | Não aplicável
Fluxo Contínuo (L/min) | 0,25 – 7
Autonomia Contínuo (horas:min) | 30:00 a 1:30
Autonomia Pulsado (horas:min) | Não aplicável

Stroller™

Peso (cheio e sem acessórios) | 3,6 Kg
Capacidade máx. (L) (L-Liq; G-Gas.) | L – 1,25 | G – 1026
Fluxo Pulsado (Nº de Settings) | Não aplicável
Bólus de O2 (ml) (intervalo) | Não aplicável
Fluxo Contínuo (L/min) | 0,25 – 6
Autonomia Contínuo (horas:min) | 55:24 a 3:00
Autonomia Pulsado (horas:min) | Não aplicável

Companion™ C1000

Peso (cheio e sem acessórios) | 3,7 Kg
Capacidade máx. (L) (L-Liq; G-Gas.) | L – 1,23 | G – 1058
Fluxo Pulsado (Nº de Settings) | Não aplicável
Bólus de O2 (ml) (intervalo) | Não aplicável
Fluxo Contínuo (L/min) | 0,25 – 6
Autonomia Contínuo (horas:min) | 55:24 a 2:48
Autonomia Pulsado (horas:min) | Não aplicável

Companion™ C1000T

Peso (cheio e sem acessórios) | 3,9 Kg
Capacidade máx. (L) (L-Liq; G-Gas.) | L – 1,23 | G – 1058
Fluxo Pulsado (Nº de Settings) | Não aplicável
Bólus de O2 (ml) (intervalo) | Não aplicável
Fluxo Contínuo (L/min) | 0,5 – 15
Autonomia Contínuo (horas:min) | 21:30 a 1:12
Autonomia Pulsado (horas:min) | Não aplicável

Hi Flow Stroller™

Peso (cheio e sem acessórios) | 3,9 Kg
Capacidade máx. (L) (L-Liq; G-Gas.) | L – 1,25 | G – 1025
Fluxo Pulsado (Nº de Settings) |Não aplicável
Bólus de O2 (ml) (intervalo) |Não aplicável
Fluxo Contínuo (L/min) | 0,5 – 15
Autonomia Contínuo (horas:min) | 34:18 a 1:24
Autonomia Pulsado (horas:min) | Não aplicável

Para o cálculo das autonomias foi utilizada a tabela da Caire (http://files.caireinc.com/CutSheets-Lit/ML-LOX0007.pdf) com exceção dos modelos Freelox onde foi utilizado o manual de fabricante.

* Sem informação do fabricante

Nota:
– Quando prescrita uma fonte de deambulação em modo pulsado, esta deverá vir acompanhada de um documento onde conste qual o equipamento, modelo e setting.

RESUMOS DE PRESCRIÇÃO

FLUXOGRAMA DE DECISÃO

NA ESCOLHA DE FONTES NA OLD

Fluxograma

Notas:
– A fonte de oxigénio gasoso deverá ser uma escolha de último recurso, para situações esporádicas em que, por limitações habitacionais, não seja possível instalar outra fonte, ou por eventual decisão médica.
– POC – concentrador portátil de oxigénio; LOX – oxigénio líquido. 

Norma DGS nº18/2011 de 28/09/2011 atualizada a 11/09/2015.

PRESCRIÇÃO VS OPÇÕES DE FONTE

Notas:
– Quando prescrita uma fonte de deambulação em modo pulsado, esta deverá vir acompanhada de um documento onde conste qual o equipamento, modelo e setting pretendido.
– Não é possível a conjugação de diferentes prescrições de oxigenoterapia domiciliária com exceção da associação de um concentrador convencional com um concentrador portátil (OLD + OD).

Norma DGS nº18/2011 de 28/09/2011 atualizada a 11/09/2015.

* POC com débito contínuo até 3 L/min são equipamentos não contemplados no Caderno de Encargos do Concurso 2017/100, em vigor no momento da publicação deste guia, para a prestação de Cuidados Respiratórios Domiciliários para novas colocações em doentes SNS.

PRESCRIÇÃO

Norma nº 18/2011 de 28/09/2011 atualizada a 11/09/2015

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
  • Lacasse Y, Tan AM; Maltais F, Krishnan JA. Home Oxygen in Chronic Obstructive Pulmonary Disease. Am J Respir Crit Care Med 2018; 10:1254-1264. doi.org/10.1164/rccm.201802-0382ci
  • Hardinge M, Annandale J, Bourne S, et al. British Thoracic Society guidelines for home oxygen use in adults. Thorax 2015;70: i1–i43. doi:10.1136/thoraxjnl-2015-206865 
  • Ruiz FO, Lobato SD, Iturri JBG, et al. Continuous Home Oxygen Therapy. (Recommendations of SEPAR). Arch Bronconeumol.2014;50:185-200. doi: 10.1016/j.arbr.2014.03.016
  • Jacobs SS, Krishnan JA, Lederer DJ, et al. Home Oxygen Therapy for Adults with Chronic Lung Disease- An Official American Thoracic Society Clinical Practice Guideline. Am J Respir Crit Care Med 2020;202 (10):121–141. doi: 10.1164/rccm.202009-3608ST
  • Jindal SK, Agarwal R. Long-term oxygen therapy. Expert Rev Respir Med. 2012; 6: 639–649. doi.org/10.1586/ers.12.69
  • Koczulla AR, Schneeberger T, Jarosch I et al. Long-term oxygen therapy-current evidence and practical, day-to-day considerations. Dtsch Arztebl Int 2018; 115: 871-877. doi: 10.3238/arztebl.2018.0871
  • Branson RD. Oxygen Therapy in COPD. Respir Care 2018; 63:734 –748. doi.org/10.4187/respcare.06312
  • The Long-Term Oxygen Treatment Trial Research Group. A Randomized Trial of Long-Term Oxygen for COPD with Moderate Desaturation. N Engl J Med 2016;375:1617-27. doi: 10.1056/NEJMoa1604344
  • Lacasse Y, Sériès F, Corbeil F, et al. Randomized Trial of Noturnal Oxygen in Chronic Obstructive Pulmonary Disease. N Engl J Med 2020; 383:1129-1138. doi: 10.1056/NEJMoa2013219
  • Hardavella G, Karampinis I, Frille A, et al. Oxygen devices and delivery systems. Breathe 2019; 15: e108–e116. doi: 10.1183/20734735.0204-2019
  • McCoy RW. Options for Home Oxygen Therapy Equipment: Storage and Metering of Oxygen in the Home. Respiratory Care 2013; 58: 65-85. doi.org/10.4187/ respcare.01932
  • Meena M, Dixit R, Kewlani JP, et al. Home-based long-term oxygen therapy and oxygen conservation devices: An updated review. National Journal of Physiology, Pharmacy and Pharmacology 2015;5:267-274. doi: 10.5455/njppp.2015.5.0912201429 
  • Jacobs SS. Clinician Strategies to Improve the Care of Patients Using Supplemental Oxygen. Chest 2019; 156: 619-628. doi.org/10.1016/j.chest.2019.06.011
  • Ejiofor SI, Bayliss S, Gassamma A, et al. Ambulatory Oxygen for Exercise-Induced Desaturation and Dyspnea in Chronic Obstructive Pulmonary Disease (COPD): Systematic Review and Meta-Analysis. Chronic Obstr Pulm Dis (Miami). 2016;3(1):419-434. doi.org/10.15326/jcopdf.3.1.2015.0146
  • Galera R, Casitas R, Martínez E, et al. Exercise oxygen flow titration methods in COPD patients with respiratory failure. Respiratory Medicine 2012; 106:1544-1550. doi.org/10.1016/j.rmed.2012.06.021 
  • Wijkstra PJ, Guyatt GH, Ambrosino N, et al. International approaches to the prescription of long-term oxygen therapy. Eur Respir J 2001; 18: 909–913. doi: 10.1183/09031936.01.00202301

A Air Liquide, líder europeu em cuidados de saúde no domicílio, presta estes serviços mediante prescrição médica para os pacientes que sofrem de doenças crónicas como a DPOC (doença pulmonar obstrutiva crónica), apneia do sono, entre outras. Os cuidados de saúde ao domicílio foram desenvolvidos como complemento aos cuidados de saúde realizados no hospital, permitindo que os pacientes desfrutem de uma melhor qualidade de vida, reduzindo os custos dos sistemas de saúde nacionais. Este documento e as imagens, textos e marcas nele contidos são propriedade da VitalAire, S.A., uma empresa do Grupo Air Liquide. Não são permitidas reproduções ou cópias, totais ou parciais, deste documento. Qualquer diagnóstico, prescrição e terapia deve ser realizado exclusivamente por profissional qualificado. Este guia destina-se exclusivamente a profissionais de saúde.

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